Radiestesia – A evolução

Nos primeiros anos deste século, o abade Bouly criou a palavra Radiestesia, para descrever o uso do pêndulo. Procurou unir duas palavras de etimologia distintas: sua união vem do latim: Radius, que significa radiação com a palavra grega

Aesthesis: sensibilidade. Portanto, temos a palavra assim definida: sensibilidade à radiação.

A partir dos abades Bouly e Mermet houve o incentivo ao desenvolvimento do conhecimento científico, das muitas formas e situações que permitiam o uso do pêndulo, particularmente as aplicações no campo médico. Afirmavam, porém, ser o pêndulo um instrumento dos mais sensíveis, posto que é utilizado para comunicação com o mais profundo do nosso ser, que se acha obscurecido pelo medo, pela ignorância e pelos preconceitos acerca de nossa natureza e do universo em que vivemos e, é justamente essa parte de nosso ser que conhece a verdade, porque ela é a verdade.

Esses níveis mais elevados não são condicionados a tempo e espaço e são dotados de poderes que nós não compreendemos ainda.

Quanto mais nos ligarmos com eles, mais a energia que deles emana fluirá através de nós e encherão de poder e sabedoria as nossas mãos.

Copen nos afirma que a radiestesia pode e deve ser empregada em muitos campos científicos, tais como na geologia, usada para prospecção; na utilização em plantações agrícolas para os fazendeiros; os horticultores, no cruzamento das espécies. Todavia, a mais valiosa aplicação se encontra junto à pesquisa clínica e o respectivo tratamento médico.

Apesar de toda perseguição, por volta dos idos anos de 1910, o Dr. Albert Abrams, médico americano, publicou um livro sobre a ciência da radiestesia médica. Abrams, fazendo uma consulta em um paciente acerca de um ponto dolorido no lábio inferior, que tinha aparecido há mais ou menos dois meses, começo a examiná-lo e notou, na região abdominal, um som surdo e opaco, que sugeria a existência de um tumor.

Abrams mandou que o paciente se deitasse em um divã e ficou surpreso ao notar que não havia tumor algum que pudesse apalpar.

Pedindo que o paciente se levantasse e ficasse no lugar onde estivera e, examinando-o novamente, obteve o mesmo som surdo e opaco. Como o paciente estava frente ao sol poente, lhe incomodando a visão, mandou que se virasse e ficou de frente para o Norte, quando então o Dr. Abrams percutiu novamente e o som surdo foi substituído pelo som característico.

A partir de então, Abrams começou a compreender que o corpo humano é, na realidade, uma espécie de estação de rádio, enviando mensagens, a partir de cada célula, tecido ou órgão e, que o pêndulo pode captar tais radiações, bem como determinar se a vibração representa doença ou saúde.

Bovis fez inúmeras experiências com o pêndulo e, dentre eles, com alimentos, a partir do que definiu que a terra tem correntes magnéticas positivas, que fluem do norte para o sul e, negativas, de leste para oeste.

Afirmava Bovis que correntes magnéticas sutis afetavam todas as estruturas sobre a superfície da Terra. Dizia ainda, que qualquer corpo colocado entre o eixo norte-sul, resultaria menos ou mais polarizado e que os corpos humanos eram afetados por essas linhas magnéticas de força, confirmando assim, a teoria de Abrams. Com certeza, já há muito tempo confirmado, sabemos que vivemos num mundo energético. Cada organismo se acha cercado de toda espécie de energia, algumas são benéficas, outras não, ou seja, são totalmente destrutivas.

Nossa sobrevivência advém dos desenvolvimentos dos meios através dos quais passamos ou possamos distinguir essas energias. As sensibilidades existentes nos seres chamadas inferiores nos fazem refletir; notamos que as plantas desviam-se de pessoas dotadas de radiações hostis a elas; os animais percebem quando o perigo está próximo. Mesmo os seres humanos vacilam ante a sensação desagradável ou dolorosa.

Toda matéria parece possuir uma inteligência inata, que se manifesta sob a forma de uma percepção primária acerca de que normalmente é bom ou ruim para a sua estrutura. Nos parece que os seres humanos têm desenvolvido essa capacidade até o mais alto nível, mas não se acham conscientes dela durante a maior parte do tempo; ignoram essa sensibilidade e desconhecem o que se passam nos outros níveis de consciência.

Muitas vezes estamos em determinados lugares e sentimos uma sensação de desconforto, sentimo-nos irritados, inquietos, mas não damos importância e continuamos no mesmo lugar. Mas essa reação é, com certeza, um sinal do sistema nervoso, dizendo-nos que a atmosfera e a energia local não são favoráveis.

Com certeza qualquer coisa mais profunda em nós, de mais básico e real, está registrando uma energia, seja positiva ou negativa, e nos comunica esta informação, através do sistema nervoso. O sistema nervoso parece funcionar tal como um computador dos mais sensíveis, ou seja, um computador cósmico, unido a uma aparelhagem cósmica da mais alta sensibilidade. Todavia, o sistema nervoso sensível e bem adestrado, não precisa de nenhum recurso externo para obter as informações que deseja.

Com certeza receberíamos a resposta como uma sensação física. Infelizmente, porém, não chegamos a desenvolvê-lo a este ponto. Compreende-se, então, que necessitamos de meios auxiliares para amplificarmos os sinais que nossos nervos desejam comunicar-nos e, esta é a função do pêndulo.

Sabemos que não é o pêndulo em si mesmo que nos dá a resposta, mas sim nossa própria inteligência e/ou consciência superior mais íntima que se comunica através do sistema nervoso, que nos dá sinais. O pêndulo amplia a sinalização e permite-nos interpretar o sentido, através dos códigos estabelecidos entre nossa alma consciente e a subconsciente.

Os radiestesistas sentem a resposta (em termos de freqüência de registro) na sua mão ou em seu braço, ou no corpo inteiro, mas isso ocorre após um prolongado treinamento. Assim, quando o operador do pêndulo segura o seu instrumento sobre um objeto ou uma pessoa (no caso de tratamento médico), o que ele está fazendo, na realidade é medir a interação de um dado campo de força com o seu próprio sistema nervoso.

Não se faz necessários termos objetos ou pessoas materialmente presentes, para conseguirmos leituras precisas, pois, mesmo à distância, os resultados serão positivos. Mermet conseguiu descobrir água e mineral à distância, mantendo o pêndulo sobre o mapa de determinado território.

Verne Cameron, o inventor do aurameter foi impedido de sair de seu país, ser considerado um risco para segurança nacional. Ele, usando um pêndulo sobre mapa, numa demonstração para almirantes da marinha norte-americana, localizou com precisão, as posições de todos os submarinos no Pacífico, sendo, também, capaz de distinguir entre submarinos americanos e russos (seu País e os USA).

No que tange o efeito distância, podemos comparar ou explicar da seguinte forma: a mente opera como uma combinação de frequências, na função receptora e transmissora (neurônios). Uma pessoa treinada que pode se concentrar e manter a concentração de seu pensamento sobre um objeto particular entra em sintonia com esse objeto na mesma faixa de freqüência, porém sabemos que a atenção e a concentração são os instrumentos de sintonização da mente; as estações transmissoras são objetos e pessoas que estão constantemente irradiando frequências de energia.

Todavia, quando há perturbações elétricas, por exemplo, em tempestades e relâmpagos, etc., ocorrem interferências na nossa recepção de frequências. Algo semelhante ocorre quando temos problemas dentro de nossas mentes e corações, ou ainda, quando acontecem certas influências planetárias, que perturbam o equilíbrio elétrico da atmosfera mental.

Resolver problemas da estática em nossas mente, requer adestramento e disciplina. Exige, com certeza, capacidade de controlar e focalizar. Esta é a parte mais difícil do uso do pêndulo; devemos adquirir controle mental e emocional, para termos confiança nas leituras pendulares.

 

Fonte: Usui Shiki Ryoho – Sistema Usui de Cura Natural – Swami Paatra Shankara

 

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